Dentre as ações realizadas pelo núcleo destacamos:
- análise de indicadores de ocorrência de infecção hospitalar dos hospitais públicos e privados do município de São Paulo
- elaboração de propostas para prevenção e controle de infecção
- educação, atualização e capacitação dos profissionais que atuam nas Comissões de Controle de Infecção Hospitalar
- visitas de inspeção para avaliação dos Programas de Controle de Infecção Hospitalar executados pelos hospitais municipais
- investigação de surtos
- apoio técnico às ações de vigilância sanitária em serviços de saúde
- colaboração em projetos e atividades da Secretaria de Estado da Saúde e Ministério da Saúde (ANVISA).
A infecção hospitalar é causa de grande preocupação das instituições de saúde do Brasil. Enquanto a média mundial de índice de infecção é 5%, o país apresenta o porcentual de 15,5% entre os pacientes internados, conforme dados do Ministério da Saúde. Uma infecção hospitalar acresce, em média, 5 a 10 dias ao período de internação. Além disso, os gastos relacionados a procedimentos diagnósticos e terapêuticas da infecção hospitalar fazem com que o custo seja elevado.
A epidemiologia e a prática do controle das infecções hospitalares são disciplinas dinâmicas que estão sofrendo evolução constante. O conhecimento dos mecanismos de transmissão, aliados a ampliação dos recursos diagnósticos laboratoriais, delinearam medidas objetivas para o controle. Entre os principais meios de prevenção incluem-se a lavagem de mãos, isolamento de doenças transmissíveis e medidas específicas para cada sítio de infecção. A prevenção das infecções hospitalares deve constituir o objetivo de todos os profissionais de saúde
O risco de transmissão de patógenos através de um único acidente ocupacional perfurocortante com sangue contaminado é de 33,3% para o vírus da hepatite B, 3,3% para o vírus da hepatite C e 0,31% para o vírus da imunodeficiência humana HIV.
No Brasil, dados apontam de 10% a 20% de infecção local e 5% a 9% de bacteremia primária relacionada a cateteres centrais.
O custo do tratamento da infecção da ferida cirúrgica no Hospital das Clínicas da UFPE foi de US$ 1.400,00 para uma cirurgia de colecistectomia, US$ 500,00 para uma operação cesariana e US$ 1.100,00 para uma gastrectomia total, elevando ainda, a permanência hospitalar em 12, 4 e 14 dias, respectivamente.
As infecções respiratórias representam uma grande parte das infecções adquiridas dentro de hospitais e estão associadas a grande morbidade e mortalidade. Os pacientes mais predispostos são aqueles com extremos de idade, doenças graves, imunodepressão, imobilização por trauma ou doença, depressão do sensório, doença cardiopulmonar, aqueles submetidos à cirurgias torácicas ou abdominais, aqueles que necessitam de terapia respiratória, desde nebulizações, oxigenioterapia, até presença de tubo endotraqueal e ventilação mecânica e, finalmente, aqueles submetidos a procedimentos que envolvam manipulação respiratória.
A infecção do trato urinário (ITU) hospitalar é responsável por aproximadamente 40% de todas as infecções hospitalares, sendo também uma das fontes importante de sepse hospitalar. Cerca de 80% dos casos de ITU hospitalar são relacionados com o cateter vesical.
(Fonte: Projeto Diretrizes - Associação Médica Brasileira e Conselho Federal de Medicina)
Existem 13 tipos de Infecções:
- Infecção Aérea – infecção microbiana adquirida através do ar e dos agentes infectantes nele contidos.
- Infecção Critogénica – infecção de porta de entrada desconhecida.
- Infecção Directa – infecção adquirida por contacto com um indivíduo doente.
- Infecção Endógena – infecção devido a um microorganismo já existente no organismo, e que, por qualquer razão, se torna patogénico.
- Infecção Exógena – infecção provocada por microorganismos provenientes do exterior.
- Infecção Focal – infecção limitada a uma determinada região do organismo.
- Infecção Indirecta – infecção adquirida através da água, dos alimentos ou por outro agente infectante, e não de indivíduo para indivíduo.
- Infecção Nosocomial – infecção adquirida em meio hospitalar.
- Infecção Oportunista ou Oportunística – infecção que surge por diminuição das defesas orgânicas.
- Infecção Puerperal – infecção surgida na mulher debilitada e com defesas diminuídas, logo após o parto.
- Infecção Secundária – infecção consecutiva a outra e provocada por um microorganismo da mesma espécie.
- Infecção Séptica ou Septicemia – infecção muito grave em que se verifica uma disseminação generalizada por todo o organismo dos agentes microorgânicos infecciosos.
- Infecção Terminal – infecção muito grave que, em regra, é causa de morte.
Links relacionados à Infecção Hospitalar:
www.saude.gov.br
www.anvisa.gov.br
www.cve.saude.sp.gov.br
www.cvs.saude.sp.gov.br
www.apecih.org.br
www.sobecc.org.br
www.cdc.gov
www.who.int
http://www.amb.org.br/
Informes Técnicos:
- Mycobacterium Abscessus
- Contaminação Microbiana de Detergentes e Anti-Sépticos
- Controle de Transmissão de Tuberculose em Serviços de Saúde
- Glutaraldeido
- Recomendações para Desratização e Desinsetização nas Unidades de Saúde
- Recomendações para Limpeza e Desinfecção de Endoscópios e Broncoscópios
- Álcool a 70% para Anti-Sepsia das Mãos de Profissionais de Saúde
- Febre Maculosa Brasileira
- Leptospirose
- Bacteriúria/Candidúria Assintomática
- Meningite: Prescrição Racional de Rifampicina
- Alerta Epidemiológico – Sarampo junho de 2006
- Esterilização a Vapor Saturado sob Pressão
- Controle e Prevenção da Infecção pelo Vírus Varicela Zoster em Serviços de Saúde
- Medidas de Controle – Infecção pelo Vírus Sincicial Respiratório em Uti Neonatal e Pediatrica
- Doenças de Notificação Compulsória e as Comissões de Controle de Infecção Hospitalar
- Doenças de Notificação Compulsória e Precauções de Isolamento
Material de Apoio Pedagógico:
- Aula de Construção de Diagramas para os Indicadores de Infecção Hospitalar
- Aula de Sepsis Neonatal Precoce Tardia
- Esterilização e Desinfecção de Artigos
- Critérios Diagnósticos Infecção do Sitio Cirúrgico
- Critérios Diagnósticos Infecção do Trato Urinário
- Critérios Diagnósticos Sepsis
- Critérios Diagnóticos Pneumonia
- Treinamento Critérios Diagnósticos - Introdução
- Diretrizes para a Elaboração do Programa de Controle de Infecção Hospitalar.
Fonte: Núcleo Municipal de Controle de Infecção Hospitalar - NMCIH
Legislação de interesse para o Controle de Infecção Hospitalar:
Fonte: http://www.ccih.med.br/